Caixa Certo

Como sair do rotativo do cartão de crédito

O rotativo do cartão é uma das formas mais caras de crédito. Para quem trabalha por conta própria, com renda que varia de mês para mês, é fácil entrar: a fatura vem maior que o caixa e o pagamento mínimo parece resolver. Ele não resolve, porque o saldo restante continua rendendo juros.

1. Levante o tamanho real da dívida

Anote, de cada cartão e de cada dívida: o saldo, a taxa de juros ao mês e a parcela mínima. A taxa está na fatura ou no aplicativo do banco. Sem esses números, qualquer plano é chute.

2. Pare de aumentar o saldo

Enquanto você usa o cartão para novas compras no mesmo mês em que paga o mínimo, a dívida cresce mais rápido do que você paga. Se possível, deixe o cartão de lado até a dívida acabar e use débito ou Pix.

3. Veja o efeito de pagar um pouco mais

Pequenas diferenças na parcela têm efeito grande no total de juros. Com um exemplo hipotético de R$ 1.000 a 10% ao mês, pagar R$ 200 por mês leva 8 meses e custa R$ 456,41 de juros. Pagar R$ 300 leva 5 meses e custa R$ 278,98. Simule os seus números na calculadora de quitação de dívida.

4. Compare o custo das saídas

Trocar uma dívida cara por outra mais barata costuma valer a pena, mas só se você comparar o custo efetivo total (CET) e não apenas a parcela. Parcelas menores em prazos longos podem sair mais caras no fim. Verifique sempre:

  • a taxa de juros ao mês e o CET anual;
  • tarifas, seguros e outros custos incluídos;
  • o valor total pago ao final.

5. Negocie direto e peça tudo por escrito

Bancos costumam oferecer condições melhores quando você procura para negociar do que quando a dívida só acumula. Peça a proposta por escrito, confira a taxa e o total a pagar e desconfie de ofertas que só falam da parcela.

6. Monte uma reserva pequena depois

Quem vive de renda variável volta ao rotativo quando falta caixa em um mês fraco. Guardar uma reserva, mesmo pequena, no mês em que sobra reduz o risco de voltar à mesma situação. Comece com o valor de uma semana de despesas e aumente aos poucos.

Este guia é informativo e não substitui uma consultoria financeira. Se a dívida está em cobrança ou você tem várias dívidas, procure o atendimento de renegociação do seu banco ou um órgão de defesa do consumidor.