Como calcular o preço da sua hora de trabalho
Boa parte dos autônomos define o preço olhando o que os outros cobram. O preço que sustenta o seu trabalho vem de outra conta: quanto precisa entrar para sobrar o que você quer.
Os três passos
- Some o que precisa sobrar. A renda líquida desejada, mais os custos do trabalho (internet, ferramentas, transporte, contador).
- Traga para o faturamento. Divida esse total por (1 − imposto). Se o imposto é 10%, divida por 0,9.
- Divida pelas horas cobráveis. Só contam as horas que o cliente paga.
Exemplo
Você quer ficar com R$ 5.000 por mês, tem R$ 1.000 de custos, paga 10% de imposto e consegue cobrar 100 horas por mês.
- R$ 5.000 + R$ 1.000 = R$ 6.000 precisam sobrar.
- R$ 6.000 ÷ 0,9 = R$ 6.666,67 de faturamento.
- R$ 6.666,67 ÷ 100 = R$ 66,67 por hora.
O que costuma ficar de fora
13º e férias
Quem trabalha por conta própria não recebe 13º nem férias remuneradas. Se você quer o equivalente, some 1/12 da renda para o 13º e 1/12 mais um terço para as férias. No exemplo, isso soma cerca de R$ 972 por mês e leva a hora para R$ 77,47.
Horas que não são cobráveis
Fazer orçamento, responder mensagem, cobrar e buscar clientes consome tempo que ninguém paga. Quem conta 160 horas por mês como cobráveis costuma descobrir que vendeu bem menos que isso. Uma conta honesta parte do tempo que você realmente consegue vender.
O imposto real
Se você é MEI, o DAS é fixo, então divida o valor dele pelo seu faturamento mensal para achar o percentual. Se atua como pessoa física, o INSS e o Imposto de Renda dependem do valor recebido, e a calculadora de líquido de autônomo mostra quanto sobra.
Use o resultado como piso
O número que sai da conta é o mínimo para o seu trabalho se pagar. Projetos urgentes, de maior risco ou que exigem uma especialidade rara podem valer acima dele. Teste valores na calculadora do preço da hora variando horas e custos para ver o que mais pesa no resultado.